
"Acordei um dia, perguntando a mim mesma, que fazia eu a dormir? At? que reparei que estava numa sala escura sem porta nem janelas. A cama tinha desaparecido, e eu nua, continuava ali sem saber onde estava. N?o gritei, n?o apelei por ajuda...Simplesmente, limitei-me a esperar. Olhava em meu redor...N?o via nada. Fechei os meus olhos e imaginei-me num outro lugar. Senti-me estranha porque n?o me encontrava num outro lugar, mas sim no mesmo mas de modo diferente. Lentamente, ? medida que eu ia imaginando v?rias imagens, ia aparecendo cada vez mais objectos no meu quarto. J? desesperada, corria ? volta do quarto ? procura de algo que nem sabia o que era. Encolhi-me num canto do quarto e comecei a cantar baixinho. Abriu-se uma porta. Apareceu uma luz e de seguida uma m?o. Uma simples e ?nica m?o estendia-se em ordem para me buscar e levar para o mundo do al?m. Levantei-me com receio, dirigi-me ? porta, e agarrei a m?o. Foi a? que senti a rapidez, a velocidade a que o meu cora??o batia. S? via uma luz branca. N?o distinguia nenhum objecto, nem conseguia ver mais a m?o. N?o me sentia a andar nem a mover. S? o cora??o a bater... A bater t?o r?pido que parecia que ia sair de mim. Dei conta de mim acordada num hospital. Estava a caminhar em direc??o das pessoas a perguntar onde estava. Mas ningu?m me respondia. Limitavam-se a andar em frente. Nem olhavam para mim. Era como se eu n?o estivesse l?. E provavlemente n?o estava. Vi um m?dico, parado. Lembrava-me dele de algum lado, mas n?o me conseguia lembrar. Corri em sua direc??o. N?o conseguia parar de correr e atravesei o seu corpo. Entrei num jardim, cheio de flores e borboletas. Havia um ru?do de fundo - os p?ssaros a cantar. Sentei-me num baloi?o e come?ei a balan?ar-me para a frente e para a tr?s. Mas ca?...Ao me levantar, l? estava o m?dico. Mas j? n?o era m?dico. Era um simples rapaz, um simples jovem a olhar para mim. Os l?bios dele mexiam-se. Ele estava a falar comigo, mas eu n?o conseguia ouvi-lo! Porqu?? Que me tinha acontecido? Acordei. Sentada na minha cama, a olhar para a parede. Os meus olhos rodavam a sala. Fiquei feliz por estar em casa..."